Sobre mim
Psicóloga clínica e psicoterapeuta de orientação analítica
Terapeuta de casal
Quem sou
Sou psicóloga clínica, com mestrado em psicologia clínica pelo ISPA, e o que me move é a convicção de que cada pessoa, na sua singularidade, carrega uma história que merece ser contada e escutada, com tempo e sem julgamento.
A minha formação e prática orientam-se por uma abordagem analítica, uma forma de estar em terapia que valoriza a profundidade, a escuta das camadas menos visíveis da experiência, dando espaço não apenas ao que é dito, mas ao que está por trás das palavras, os padrões que se repetem, os significados que construímos sobre nós próprios e sobre o mundo, as emoções que ficaram à espera de ser reconhecidas. A psicologia analítica, ensinou-me a olhar o sofrimento como um mensageiro, aquilo que nos perturba e que resiste à compreensão racional, apela a um movimento mais profundo, o de nos tornarmos quem somos.
Acredito que a relação terapêutica é, em si mesma, um espaço de transformação. É no encontro genuíno entre terapeuta e cliente que surgem as perguntas certas, as associações reveladoras, os momentos de clareza que abrem caminho para uma vida mais consciente e mais livre. Mas a terapia não acontece apenas dentro de cada um, acontece no encontro. É no espaço que se cria entre duas pessoas, naquilo que emerge na relação e que não existiria fora dela, que o trabalho mais transformador tem lugar. É com esse olhar atento ao que cada um traz e ao que juntos construímos que acompanho cada pessoa que me procura.
O meu papel não é indicar o caminho, é estar presente enquanto o descobre.
Formação
Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde pelo ISPA, Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
Formação Avançada em Psicoterapia Corporal pelo CPER, Centro Português de Estudos Reichianos
Formação em Terapia Familiar e de Casal pelo Instituto CRIAP
Formação Avançada em Psicologia Analítica (em curso), na Academia Internacional de Psicologia Analítica
Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses - CP 30857
"O terapeuta deve deixar aberto o caminho individual da cura, e neste caso o processo terapêutico não acarretará nenhuma transformação da personalidade, mas será um processo, chamado de individuação. Isto significa que o paciente se torna aquilo que de fato ele é."
Carl Gustav Jung · A Prática da Psicoterapia · CW 16
O meu método de trabalho
O processo terapêutico é vivido de forma única e singular por cada pessoa, e tem tantas nuances quantas as histórias de cada um. E, porque cada pessoa tem a sua própria história, é por aí que começamos, é o ponto de partida orientador. Este mapeamento permite contextualizar o sintoma, como surgiu, as experiências que o moldaram, os padrões que se foram instalando, as emoções que ficaram por nomear, e o que ficou por dizer ou por compreender ao longo do tempo.
Trabalho a partir de uma perspetiva analítica dando atenção não só ao que é consciente e nomeável, mas também ao que habita as camadas mais profundas da psique, os padrões de repetição, os padrões relacionais, os significados que atribuímos às nossas experiências, as defesas que construímos para nos protegermos, os recursos presentes e os que ainda não foram reconhecidos.
Em sessão, o espaço é seu, mas o trabalho é a dois. Não sou apenas uma observadora da sua experiência, estou presente nela, permitindo que o que traz ressoe em mim. O que emerge nesse espaço partilhado, as imagens, as associações, os silêncios, tem uma qualidade que é um convite à reflexão e à integração. É um trabalho gradual de aproximação ao que é essencial. À medida que a sua história vai ganhando forma, surgem associações que clarificam, que produzem insight e o que estava confuso começa a fazer sentido.
Este processo permite, progressivamente, integrar o que estava fragmentado, flexibilizar as defesas, reconhecer os recursos internos, e ampliar o olhar sobre as suas experiências. O resultado não é a ausência de dificuldades, mas uma relação diferente com elas.
O que esperar do processo terapêutico
Começar uma psicoterapia traz sempre muitas questões: como vai ser? quanto tempo demora? o que é suposto fazer? É completamente natural e por isso quero ser clara sobre o que pode esperar.
As primeiras sessões são de conhecimento mútuo. Vou ouvir a sua história, o motivo de ter iniciado uma psicoterapia, que expetativas tem, e quais são os seus objetivos. Em conjunto, vamos encontrar um ritmo e uma forma de trabalhar que faça sentido para si, porque o processo é construído a dois, e não existe uma fórmula que sirva todas as pessoas.
A duração do processo é variável, de acordo com os objetivos e o que vai emergindo ao longo do caminho. Na perspetiva analítica, a psicoterapia não serve a resolução de um problema, é um processo de individuação, um movimento gradual em direção a uma versão mais inteira e autêntica de si. Esse caminho tem o seu próprio tempo.
Ao longo do tempo, é natural que surjam momentos de maior clareza, mas também fases de maior exigência. Reconhecer padrões, revisitar experiências, fazer novas associações, tudo isso vai agitar o que estava acomodado. E muitas vezes é precisamente naquilo que emerge nas sessões, nas associações inesperadas, nos momentos de surpresa partilhada, que a mudança começa a acontecer.
O objetivo é que chegue ao fim do processo estruturalmente edificado, com defesas mais flexíveis, com recursos mais sólidos e com uma capacidade renovada de olhar a vida, assumir as suas escolhas e perspetivar o futuro com mais confiança, em direção àquilo que verdadeiramente é.